A Skambau Produções realizou o planejamento do projeto, a submissão em edital, a produção executiva e gestão integral, até a prestação de contas do I Festival de Arte, Cultura, Patrimônio e Direitos Humanos, que integrou as atividades do projeto aprovado pela SECULT GO – Cultura Popular – Lei Aldir Blanc 2021. Realizado de 18 a 20 de maio de 2022, em formato on-line, o festival foi uma iniciativa da Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil, da produtora de cinema Essá Filmes e dos Frades Dominicanos, com apoio do Gwatá/UEG, da Magnífica Mundi/UFG e das Secretarias Municipais das Mulheres, Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Cultura e Turismo e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Goiás.
O evento consolidou-se como um espaço de diálogo, valorização e promoção da diversidade cultural e dos direitos humanos, reunindo saberes, expressões artísticas e ações colaborativas em ambiente digital.
Acompanhe o que aconteceu no Festival:
Participaram da roda de conversa: Frei Paulo Sérgio Cantanheide Ferreira – Dominicano, historiador e professor da UEG/Campus Cora Coralina; Fernanda Farias dos Santos – Presidente da Associação Quilombola do Alto Sant’Ana; Elenízia da Mata – Cantora, poetisa e vereadora da Câmara de Goiás; Rafael de Sá – Assessor de Igualdade Racial da Secretaria das Mulheres, Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos.
Durante o encontro, Fernanda Farias abordou a luta pelo reconhecimento das raízes quilombolas na sociedade. Elenízia da Mata ressaltou a importância de mulheres negras acessarem a universidade, participarem da política e ocuparem espaços de destaque, levando pautas essenciais para debates que vão além de seus territórios.
Outro ponto discutido foi o convite de Rafael de Sá à academia para conhecer as expressões artísticas locais, fundamentais para a construção e avaliação de políticas públicas culturais. A roda de conversa destacou que o debate sobre diversidade, arte e direitos humanos deve considerar a vivência e a experiência das comunidades, como base para a formulação de políticas que valorizem a expressão cultural e artística local, especialmente aquelas de raízes quilombolas e afrodescendentes.
Acompanhe a Roda de Conversa:
No dia 25 de maio de 2022, ocorreu a segunda noite de transmissão online do Festival, apresentada por José Fernandes Alves, OP – Frade Dominicano. A programação contou com a Roda de Conversa: “Patrimônio Histórico-Cultural e Direitos Humanos”, que reuniu: Shirlei de Oliveira Souza (Tininha Odara) – Produtora cultural afro-brasileira e cantora; Raissa Coutinho – Secretária Municipal de Cultura; Robson de Sousa Moraes – Geógrafo e professor da UEG/Campus Cora Coralina, atuando como mediador.
Durante o debate, Raissa Coutinho destacou a falta de apoio que a produção cultural e os fazedores de cultura enfrentaram durante a pandemia. Já Tininha Odara ressaltou que a construção cultural no Brasil é coletiva, e que é fundamental que os fazedores culturais sintam-se reconhecidos e valorizados pelo país.
Acompanhe a programação daquela noite:
Na noite do dia 25 de maio de 2022, ocorreu a terceira noite do Festival, transmitida online e apresentada por José Fernandes Alves, OP – Frade Dominicano. A programação contou com a apresentação “Arte, Cultura, Direitos Humanos e Realização Audiovisual na Cidade de Goiás”, que reuniu: Silvana Beline Tavares – Cineasta e professora da UFG/Campus Goiás; Lázaro Ribeiro – Cineasta e servidor da Secretaria Municipal de Cultura; César Rodríguez Pulido – Realizador audiovisual, produtor cultural e aluno do curso de audiovisual do IFG. Os convidados motivaram uma discussão sobre fazer arte e cultura, retratar essas expressões
Acompanhe o que aconteceu:
Nesta terceira noite do Festival, também aconteceu a Roda de Conversa: “Direitos Humanos, Arte e Cultura na Cidade de Goiás: Desafios e Perspectivas”, mediada por Murilo Mendonça Oliveira de Souza – geógrafo e professor da UEG/Campus Cora Coralina. Participaram do debate: Marah Júllia Alves Monteiro – Assistente Social e Diretora do CEAM; Rodrigo Santana – Secretário Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico.
Durante a conversa, Marah Júllia destacou a importância de ouvir a população para compreender suas necessidades, reforçando que os direitos humanos só se realizam quando há escuta ativa, não apenas por parte do poder público, mas de toda a sociedade, permitindo a construção coletiva. Já Rodrigo Santana ressaltou que a arte, a cultura e os direitos humanos vivem sob constantes ameaças, lembrando que as conquistas conquistadas ao longo de gerações podem ser fragilizadas por políticas ou governos que não as valorizam.
Nesse sentido, a roda de conversa se configurou como um espaço de reflexão e debate, permitindo pensar sobre o que é essencial para fortalecer a cultura, a arte e os direitos humanos, além de promover estratégias coletivas para proteger e expandir esses valores na cidade.
Acompanhe o que aconteceu:
Na sequência, Fernando Xandó compartilhou sua trajetória no mundo da música, relembrando as Folias de Reis das quais seus pais participavam e contando como aprendeu a tocar instrumentos musicais na igreja.
Acompanhe a apresentação do artista:
Shirlei de Oliveira Souza (Tininha Odara), produtora Cultural Afro Brasileira, cantora uma mulher negra e mineira que se descreve como “sou capoeira, sou mulher, sou lesbica, sou militante das causas da mulher e do povo preto e juventude”, Shirlei canta sobre suas raízes, vivência, sua religião de matriz africana.
Acompanhe a apresentação de Shirlei:
Elenízia, cantora, poetisa, afroindígena, quilombola, ativista da luta antiracista e professora, afirma: “Utilizo da arte para quebrar esses lugares de resistência”. Para ela, a poesia foi fundamental para reescrever novas narrativas, permitindo que se compreendesse como mulher negra e quilombola, e ajudando-a a reconhecer e afirmar as identidades pelas quais deseja interpretar o mundo. Em sua apresentação, ela interpreta o poema Oração do Milho de Cora Coralina.
Acompanhe essa interpretação emocionante:
Mulher Coralina, poetisa e artesã, apresentou a interpretação da poesia “Aquela Gente Antiga”, composição de Cora Coralina, trazendo à cena a força e a sensibilidade da escritora goiana por meio de sua própria expressão artística.
Acompanhe essa interpretação emocionante:
A poetisa e artesã das Mulheres Coralinas contou parte de sua trajetória pessoal: ainda criança, em Goiás, aos cinco anos, aprendeu a ler com o auxílio de uma irmã da escola. Compartilhou suas experiências de alegria e tristeza, lembrando que, apesar das dificuldades, as alegrias sempre foram predominantes, especialmente o sonho de voltar a morar em Goiás, sonho que acabou realizando. Durante sua apresentação, interpretou a poesia “Das Pedras”, composição de Cora Coralina, na versão de Cecília Costa, emocionando o público com sua sensibilidade e memória afetiva.
Conheça essa história:
Adria, artesã e artista plástica, compartilhou sua relação com o ofício: “O artesanato é minha renda e meu trabalho mais importante”. Apaixonada pelo que faz, ela utiliza materiais de Goiás, criando peças a partir da reciclagem de telhas e cerâmicas antigas, transformando objetos esquecidos em verdadeiras obras de arte. Seus trabalhos são inspirados na história e na poesia de Cora Coralina, cuja sensibilidade e atenção às pequenas coisas influenciam diretamente sua criação artística.
Helder Antônio dos Santos, artesão e artista plástico, nasceu e cresceu no Cerrado, onde o contato com carros de boi na infância despertou seu interesse pelo artesanato. Após concluir um curso de marcenaria, passou a trabalhar com peças artesanais, vendendo-as em feiras e viajando para apresentar sua arte. Essas experiências o motivaram a aprender e experimentar novas técnicas, combinando materiais do Cerrado com elementos reutilizados, criando obras que refletem sua trajetória e conexão com a cultura local.
Conheça o trabalho de Helder:
Dagmar Talga, jornalista e atriz, apresenta sua personagem Mendiga pelo Cerrado, que ironiza as hipocrisias da sociedade contemporânea. Com sua fala direta e sem rodeios, a personagem provoca reflexões e risos, usando a ironia como instrumento de crítica social.
Veja a apresentação completa:
João Dorneles, turismólogo, ator e realizador audiovisual, interpreta uma personagem bem-humorada de dona de casa, que compartilha suas histórias enquanto cozinha, trazendo leveza, humor e reflexões sobre o cotidiano por meio de sua performance cênica.
Acompanhe a encenação:
A Escola de Samba Associação Mocidade Independente do João Francisco leva alegria às ruas de Goiás, superando desafios como dificuldades financeiras e redução de pessoal. Mesmo diante de todas as adversidades, a escola mantém sua presença nas ruas, espalhando música e energia para foliões e moradores. Além das apresentações, atua em comunidades carentes, oferecendo aulas de instrumentos e oficinas que ajudam crianças e jovens a se desenvolver artisticamente e a se manterem afastados das ruas, promovendo inclusão e cultura.
Acompanhe a beleza do desfile:
A Escola de Samba Associação Atlética União Goiana surgiu a partir de um time de futebol e, em 1974, tornou-se escola de samba em Goiás. A União valoriza a participação de toda a comunidade, entendendo todos como membros de uma grande família. Manter a tradição é uma verdadeira missão, que exige dedicação, tempo de ensaio, planejamento e preparo, garantindo a continuidade da cultura e da alegria que a escola leva ao público.
Acompanhe a beleza do desfile:
A Escola de Samba Associação Esporte Clube Leão de Ouro é marcada por muita criação, trabalho, gastos e dedicação. Para seus integrantes, o samba vai além de um hobby: é paixão. O momento do desfile na avenida é carregado de emoção, uma experiência única que não se consegue explicar em palavras, e levar a escola para o público representa uma profunda satisfação para todos os envolvidos.
Acompanhe a beleza do desfile: