É uma série audiovisual essencial para o reconhecimento da pluralidade e dos saberes tradicionais na cidade de Goiás, fortalecendo o acervo do Museu da Memória de Goyaz e dando voz a quem constrói, diariamente, o patrimônio vivo do país.
A Skambau Produções contribuiu na identidade visual e na comunicação para a série e o projeto “Outros Patrimônios” para o acervo do Museu da Memória de Goyaz. Com oito episódios, a série tem como objetivo dar visibilidade às pessoas pretas, quilombolas e indígenas da cidade de Goiás, valorizando a diversidade cultural por meio de narrativas pessoais e coletivas. O projeto foi contemplado pelo Edital Pontos de Cultura – Lei Federal Paulo Gustavo.
Cada episódio apresenta trajetórias marcadas pela ancestralidade, resistência e afirmação identitária. A seguir, um panorama de cada personagem:
Professora da Rede Municipal de Educação e cozinheira, Cláudia relembra as origens familiares e a afetividade ligada à culinária, destacando a história da feijoada como símbolo de resistência e ancestralidade. “Eu vejo na feijoada o meu lugar preferido, esse processo de saber a história da feijoada, lembrar dos nossos ancestrais, homens e mulheres negras, reis e rainhas escravizados. Hoje a gente sabe que essa cozinha leva a resistência”, afirma Claúdia.
Confira o episódio:
Integrante do povo A’uwe’uptabi (Xavante), fala sobre a resistência em manter viva sua língua, cultura e rituais tradicionais, apesar das pressões externas. “Somos obrigados a falar na língua deles, mas ninguém está preocupado em falar na nossa”, relata Tserenhobabate sobre as dificuldades e preconceitos impostos aos indígenas pela sociedade.
Confira o episódio:
Quilombola, candomblecista, carnavalesco e mestre-sala, Josimar fala sobre sua ancestralidade, o samba e o carnaval como espaços de identidade, celebração e resistência. “É no batuque, na dança e no ritmo que sigo minha jornada, honrando minha história, minha identidade”, declarou Josimar durante o terceiro episódio.
Confira o episódio:
Quilombola e pesquisadora, Sinara leva para a universidade as histórias de sua família e território, conectando memória, patrimônio e estudos culturais. “Eu quis levar para dentro da universidade a história da minha mãe, a história da minha família”, afirma Sinara ao falar do reconhecimento do papel da família dentro do quilombo.
Confira o episódio:
Professor universitário e pesquisador em Etnomatemática, Hélio reflete sobre educação, ciência e arte, e sobre como suas pesquisas dialogam com os povos indígenas e relações étnico-raciais. “Trabalhar com essas pessoas mudou minha visão de mundo” afirma Hélio, sobre sua experiência lecionando no território.
Confira o episódio:
Educadora quilombola, filha e neta de mestres da culinária e do artesanato, Fernanda acredita no poder da educação coletiva para fortalecer sua comunidade. “Hoje nós somos um quilombo, uma comunidade certificada, visitei as matriarcas e patriarcas,toda nossa vivência era de quilombola”, afirma Fernanda, sobre a busca por raízes quilombolas durante o episódio 06.
Confira o episódio:
Capoeirista com 30 anos de trajetória na capoeira angola, Rafael atua como educador social, fomentando práticas afirmativas e afro-brasileiras na cidade de Goiás. “O grupo ‘Meninos de Angola’ consegue levar a capoeira, foi por meio dele que os meninos conheceram música, e várias outras manifestações culturais de raiz africana”, explica Rafael a função social do grupo durante o 7º episódio da série documental.
Confira o episódio:
Mulher negra e quilombola do Quilombo Alto Santana, Alessandra é advogada, pesquisadora e militante, articulando saberes jurídicos, espirituais e culturais em defesa da memória e dos direitos quilombolas. “A gente pertence a esse lugar, nossa família cresceu aqui, aos pés da Santa Barbara, nesse quilombo. A gente tem buscado os nossos mais velhos para buscar o que que tem aqui, o que que foi, e a nossa fé”, disse ela durante o 8º episódio da série documental.
Confira o episódio: