O projeto Maria da Penha nas Escolas nasceu em 2016, a partir de experiências formativas sobre o tema violência contra a mulher com profissionais de Educação, alunos e alunas da rede pública municipal de Educação em Morrinhos, Goiás. Entendendo sobre a necessidade de um material didático para subsidiar as discussões com as crianças e adolescentes, em 2017 aprovamos o nosso livro em quadrinhos para crianças a partir de 05 anos de idade em versão colorida e em versão acessível, tamanho ampliado e braille para pessoas com deficiência visual.



Em 2022, no dia 18 de abril, dia Nacional da Literatura Infantil, lançamos a nossa primeira versão do livro em quadrinhos na Câmara Municipal de Goiânia, Goiás, com recursos do Fundo Estadual de Arte e Cultura de Goiás.

Maria da Penha nas Escolas

O projeto Maria da Penha nas Escolas nasceu em 2016, a partir de experiências formativas sobre o tema violência contra a mulher com profissionais de Educação, alunos e alunas da rede pública municipal de Educação em Morrinhos, Goiás. Entendendo sobre a necessidade de um material didático para subsidiar as discussões com as crianças e adolescentes, em 2017 aprovamos o nosso livro em quadrinhos para crianças a partir de 05 anos de idade em versão colorida e em versão acessível, tamanho ampliado e braille para pessoas com deficiência visual.



Em 2022, no dia 18 de abril, dia Nacional da Literatura Infantil, lançamos a nossa primeira versão do livro em quadrinhos na Câmara Municipal de Goiânia, Goiás, com recursos do Fundo Estadual de Arte e Cultura de Goiás.

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Em 2024, no dia 05 de março, lançamos a nossa segunda versão no Congresso Nacional, em Brasília, com a experiência de diálogo com mais de 20 mil alunos, ampliando a faixa etária do material didático para 10 anos de idade, assim como os temas e discussões presentes no livro. Uma versão colorida e uma veersão acessível em braile, com recursos da Lei Paulo Gustavo de Goiás.

Em março de 2026, a circulação do projeto Maria da Penha nas Escolas percorreu 12 municípios goianos ao longo do mês, com um amplo trabalho de formação, distribuição de materiais e articulação institucional. Foram entregues 20 mil exemplares do livro em quadrinhos em versão colorida e 50 exemplares em braile para salas de atendimento especializado, totalizando mais de 50 atividades formativas realizadas esse mês e mais de 450 desde o início do projeto, em 2016. A caravana contou com o apoio institucional da Federação Goiana de Municípios (FGM), com projeto aprovado pelo Programa Goyazes da Secretaria da Cultura de Goiás, patrocínio da Equatorial Goiás, apoio da Viação Carvalho e de diversas prefeituras, consolidando a atuação do projeto como uma referência em educação e enfrentamento à violência contra a mulher.

A circulação gerou ampla cobertura da imprensa, com mais de 80 matérias publicadas em veículos de grande circulação como O Popular, Jornal Opção, CBN Goiânia, Expresso 360 e emissoras de TV, além de intensa repercussão nas redes sociais e nos canais institucionais dos parceiros. O projeto reforçou sua metodologia inovadora que integra capacitação de agentes da rede de proteção, acolhimento de mulheres em situação de violência e distribuição de material pedagógico acessível, alcançando milhares de pessoas e fortalecendo a política de enfrentamento à violência de gênero nos municípios goianos. Veja as fotos da nossa circulação mais recente!

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Thaysa Caetano
Texto e fotos

“Eu não decidia o que ia captar. O que acontecia gritando na frente da minha lente é que parecia clicar por mim. No começo, a atenção era muito voltada para o ângulo mais adequado, a luz mais favorável, o fundo menos poluído. Minha mente estava mais com as meninas e as suas realidades, em captar a beleza do projeto. O que eu não entendia, era que a medida que as coisas progrediam, minha atenção estava mais em decifrar os meninos e seus olhares, principalmente suas reações diante da câmera – seja ao tapar o rosto com o próprio livro ou depreciá-lo para passar o tempo com dobraduras, talvez um leque improvisado para o calor. E como isso diz tanto…!

Entre um relato e outro, algo se quebrava dentro de mim. Quanto mais os cacos se esfarelavam, mais eu me sentia capaz de reconhecer o olhar abatido que encara o chão, as mãos nervosas que se misturam e o poder de um gesto de denunciar tudo aquilo que não precisa ser dito.

O conteúdo do livro e da palestra podem ser os mesmos a cada dia, mas reverberam de diferentes formas nos ambientes onde encontram voz de socorro. O livro repousa em mesas rabiscadas, em troncos, tecidos de renda, de plástico, de…folhas! Porque cada realidade é uma.”

Números que comprovam grandeza e impacto em 2026

Indicador

Dados

Exemplares distribuídos (2026)

20.250 HQs

Total histórico (desde 2016)

+65.000 exemplares

Cidades alcançadas (histórico)

77 cidades em 5 Estados

Pessoas impactadas presencialmente (2026)

+8.000 alunos e professores

Atividades presenciais realizadas (2026)

50 ações

Quilômetros percorridos na Caravana 2026

+3.000 km em Goiás

Municípios goianos contemplados na Caravana 2026

12 cidades (Bela Vista de Goiás, Goiás, Iporá, Matrinchã, Porangatu, Cocalzinho, Goianésia, Aparecida de Goiânia, Orizona, Silvânia, São Miguel do Passa Quatro, Senador Canedo)

Fonte: Skambau Produções / Dados oficiais da Caravana Maria da Penha nas Escolas — março/abril de 2026 .

Maria da Penha nas Escolas: Formação gratuita para profissionais da Educação chega à reta final com sucesso de adesão e diversidade nacional

A Skambau Produções tem a honra de anunciar a Formação gratuita “Maria da Penha nas Escolas” – 100% online, voltada a profissionais da Educação de todo o Brasil. O que começou com uma chamada aberta para 50 vagas transformou-se, diante da qualidade e da potência das inscrições, em uma turma ampliada para 75 participantes, representando 14 Estados e 53 cidades — com forte presença de municípios goianos que ainda não haviam recebido nossas ações presenciais, além de diversas outras unidades da federação.

Posicionamento estratégico

Por meio do projeto Maria da Penha nas Escolas, reafirmamos o nosso compromisso institucional com a implementação da Lei nº 14.164/2021 (Maria da Penha Vai à Escola) e com as diretrizes do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério das Mulheres — que, em 25 de março de 2026, regulamentaram a inclusão da prevenção à violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica em todo o território nacional.

Antes mesmo da regulamentação federal, nosso projeto já atuava na ponta, construindo metodologias próprias, formando educadores e distribuindo materiais didáticos acessíveis. Não somos seguidores de uma política pública — somos seus construtores antecipados.

Emergência nacional: Por que essa formação é indispensável agora

“Apenas no primeiro semestre de 2025, o Mapa da Violência apontou uma média de 187 estupros por dia no Brasil. Além disso, foram mais de 1.400 casos de feminicídio. São pelo menos quatro mulheres mortas por dia. Os números são crescentes e alarmantes. Levar essa discussão para as escolas é possibilitar que essas crianças e jovens aprendam, desde cedo, a identificar o que é violência e quem sabe proporcionar um futuro diferente para cada uma delas. Estamos ensinando para as meninas os sinais de alerta e as formas de buscar ajuda e buscando informar e educar os meninos para que eles não se tornem agressores. Essa é uma tarefa coletiva, é uma política pública necessária e urgente.” (Manoela Barbosa, fundadora e coordenadora do projeto). 

Os números da violência contra a mulher no Brasil são alarmantes e exigem resposta imediata e estruturada. A escola é o território mais estratégico para a prevenção e o acolhimento.

Indicador

Número

Estupros por dia no Brasil (1º semestre/2025)

187 (Mapa da Violência)

Feminicídios no Brasil (2025)

+1.400 — 4 mulheres por dia

Processos relacionados à violência contra a mulher em Goiás (2025)

55,6 mil novos casos (CNJ)

Crescimento anual de casos em Goiás

+10% (já ultrapassa 50 mil em 2024)

Denúncias ao Ligue 180 em Goiás (2025)

10.297

Posição de Goiás no ranking nacional de feminicídio (2025)

6ª colocação

Agressões ocorridas na frente de outras pessoas, incluindo crianças

71%

Casos de feminicídio ocorridos dentro de casa

64,3%

Fontes: Mapa da Violência (1º semestre/2025); Mapa da Segurança Pública (2025); Painel Interativo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); Ligue 180 .

Interpretação institucional: Se 71% das agressões acontecem na frente de outras pessoas — e 64,3% dos feminicídios dentro de casa —, a criança e o adolescente são testemunhas privilegiadas da violência. A escola é, muitas vezes, o único espaço seguro onde esse ciclo pode ser rompido. Formar profissionais da educação é, portanto, uma medida de proteção à infância e à juventude.

O diferencial estruturante do nosso projeto

Ao contrário de iniciativas pontuais, o Maria da Penha nas Escolas é um projeto estruturante que combina:

  1. Material didático exclusivo e acessível
    • História em quadrinhos com linguagem apropriada para crianças a partir de 10 anos
    • Versão ampliada e versão em braille para pessoas com deficiência visual
    • Acompanhamento com intérpretes de Libras nas ações presenciais 
  2. Formação continuada de profissionais da educação
    • Capacitação presencial durante a caravana
    • Agora: etapa nacional online com 75 profissionais selecionados
    • Abrangência de 14 Estados e 53 cidades
  3. Atuação em rede com entes públicos
    • Parcerias com prefeituras municipais
    • Alinhamento às diretrizes do MEC e Ministério das Mulheres
    • Patrocínio da Equatorial Energia e recursos do Programa Goyazes (Governo de Goiás) 

Para secretarias municipais e estaduais de Educação

A formação Maria da Penha nas Escolas entrega:

  • Metodologia validada em campo com mais de 8 mil participantes presenciais só em março de 2026
  • Material didático pronto (livro em quadrinhos, versão braille, Libras)
  • Formação alinhada à Lei nº 14.164/2021 — cumprimento antecipado de diretriz nacional
  • Rede de profissionais capacitados em 53 cidades, prontos para atuar como multiplicadores
  • Relatório de impacto com indicadores mensuráveis

Para o poder judiciário

O projeto oferece:

  • Estratégia de prevenção primária à violência doméstica e familiar
  • Ferramenta de fortalecimento da rede de proteção com base territorial
  • Insumos para políticas de gênero nas escolas, diretriz do CNJ para o Judiciário brasileiro
  • Dados concretos para embasar termos de cooperação técnica e recomendações

A Skambau Produções é uma executora de política pública com capilaridade, metodologia e resultados comprovados.

A escola como território de enfrentamento

A violência contra meninas e mulheres é uma realidade que atravessa classes, territórios e idades. A escola, por sua vez, é um dos espaços mais estratégicos para identificar sinais, acolher e orientar estudantes em situação de violência. Foi com essa certeza que realizamos, ao longo do mês de março, a Caravana Maria da Penha nas Escolas — uma série de ações presenciais que percorreu diferentes cidades, dialogando com educadores, gestores e comunidades escolares.

Agora, na reta final dessa jornada, promovemos esta etapa formativa online, para aprofundar instrumentos teóricos e práticos essenciais ao trabalho cotidiano nas escolas:

  • Como abordar a Lei Maria da Penha no ambiente escolar;
  • Identificação de sinais de violência física, psicológica, moral, sexual e patrimonial;
  • Construção de fluxos de acolhimento e encaminhamento dentro da escola.

📅 Data: 29 de abril, das 19h30 às 21h30 (horário de Brasília)
💻 Plataforma: Google Meet
🎓 Certificado gratuito

Números da seleção – Representatividade que importa

14 Estados contemplados e 53 cidades: GO, CE, AL, BA, PR, PB, TO, MT, MG, PE, RS, RJ, DF, PA.

Quem são as pessoas selecionadas?

A lista anexa – construída com base em critérios de trajetória profissional, atuação em territórios prioritários (especialmente municípios goianos ainda não alcançados presencialmente) e diversidade regional – reúne profissionais da educação básica à gestão pública, de escolas públicas e redes municipais/estaduais. Há desde professoras(es) em sala de aula, coordenadoras(es) pedagógicas(os), gestoras(es) escolares, psicólogas(os) escolares, assistentes sociais, merendeiras, auxiliares de higiene e alimentação, até uma bolsista Pibid em Licenciatura em História (Pará) e uma secretária municipal de Igualdade Racial e da Mulher (Cavalcante – GO).

Essa pluralidade de olhares é o que tornará a formação verdadeiramente encarnada na realidade escolar brasileira.

Destaques de pertencimento territorial

Algumas cidades goianas contempladas que não haviam recebido a etapa presencial da caravana (e agora entram com força na formação remota): Araguapaz, Porteirão, Inhumas, São Luís de Goiás, Faina, Padre Bernardo, Cidade Ocidental, Rubiataba, Jataí, Cavalcante, Jaraguá, Alexânia, Mambaí, Água Fria de Goiás, Orizona, Santo Antônio do Descoberto, Itaberaí, Caldas Novas, Campos Belos, Monte Alegre de Goiás, entre outras.

Além disso, a formação alcançará também Estados com forte demanda histórica por políticas de gênero nas escolas, como Ceará (Icó), Bahia (Juazeiro), Pernambuco (Recife), Rio Grande do Sul (Caxias do Sul e Rio Grande), Paraná (Japira), Tocantins (Paraíso do Tocantins e Palmas), Mato Grosso (Várzea Grande), Minas Gerais (Montes Claros), Rio de Janeiro (Niterói), Distrito Federal (Brasília e Águas Claras) e Pará.

Por que essa formação é urgente?

A formação do nosso projeto Maria da Penha nas Escolas é um compromisso ético com a proteção de meninas e mulheres no ambiente escolar. Educadores capacitados salvam vidas, rompem ciclos de silêncio e fortalecem redes de proteção. Cada pessoa selecionada é, agora, um ponto de apoio multiplicador em seu território.

65 mil livros, 320 em braile

Impacto, alcance e transformação

ESTADOS
0
CIDADES
0
LIVROS
+ 0
ATIVIDADES FORMATIVAS
0
escolas
0
repercussões na mídia
0

O projeto segue estruturado em ações formativas, com palestras e diálogos, para profissionais de Educação da Educação Básica, alunos e alunas a partir de 10 anos de idade. Todas as nossas ações incluem a distribuição dos livros em quadrinhos como aporte pedagógico e didático ao tema de violência contra a mulher. A versão dos livros em braille é entregue para as salas de atendimento educacional

Um trabalho independente da Skambau Produções, com autoria de Manoela Barbosa e ilustrações de Zaia Ângelo.