II Festmina

Idealizado pela produtora cultural Patrícia Silva, o Festmina nasceu com o propósito de democratizar o acesso ao audiovisual e ampliar a presença de mulheres nas telas e nos bastidores. Na primeira edição do evento, devido à pandemia, o evento aconteceu online com mostras inspirativas, sem competições.

Na 2ª edição, a realização do festival aconteceu de forma presencial, mais abrangente e acolhedora envolvendo, principalmente, mulheres de periferias. Pensando na democratização da cultura, na expansão e, principalmente, na formação de profissionais mulheres em situação de vulnerabilidade social, se construiu uma parceria com o Ponto de Cultura Vera Cult, no conjunto Vera Cruz II, periferia de Goiânia, e com a Ocupação Fidel Castro (assentamento de pessoas sem teto e em situação de vulnerabilidade social), que receberam atividades do festival. Outro local que também recebeu programações e mostras oficiais do festival, foi o Coletivo Centopeia, localizado no Setor Sul, em Goiânia, GO. A escolha foi estratégica, pois o espaço possui um público assíduo e composto majoritariamente por mulheres.

Um dos principais objetivos do Festival é contribuir para o aumento do número de profissionais mulheres, cis ou trans, atuando no audiovisual e cinema, além de fomentar e valorizar as produções nacionais dirigidas por mulheres. Por isso, além das mostras de filmes, o festival busca oferecer oficinas e cursos que visam ampliar o número de mulheres atuando, principalmente nas funções onde ainda são minoria.

A ficha técnica do Festmina é 100% composta por mulheres, cis ou trans, tanto na equipe principal quanto nos postos artísticos. Sendo o Festmina o primeiro, e único, festival de cinema do Estado de Goiás, voltado para obras dirigidas exclusivamente por mulheres.

(TEXTO RETIRADO DO SITE FESTMINA | Festival de Mulheres Independentes no Audiovisual